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04/06/2010

CLASSIFICAÇÃO DOS SERES VIVOS

3º Ano EM
Carga horária: 16 h

CAPACIDADE


• Utilizar critérios científicos para realizar classificações de seres vivos e compreender que a Sistemática, cujos resultados se expressam pela Taxonomia, organiza a diversidade dos seres vivos e facilita seu estudo, revelando padrões de semelhança que evidenciam as relações de parentesco evolutivo entre diferentes grupos de organismos.

APRENDIZAGENS ESPERADAS / CONTEÚDOS DE DIFERENTES TIPOS

• Observação, registro, organização e sistematização de dados e informações.
• Análise e previsão de fenômenos ou resultados de experimentos científicos.
• Consulta, análise e interpretação de textos e comunicações referentes aos assuntos estudados veiculados por diferentes meios.
• Apresentação, de forma organizada, do conhecimento biológico aprendido, através de textos, desenhos, esquemas, gráficos, tabelas, maquetes, etc.
• Conhecimentos sobre os princípios básicos da Sistemática e da Taxonomia.
• Reconhecimento de que a falta de consenso entre os cientistas quanto à classificação biológica revela tanto as dificuldades quanto a variedade de pontos de vista sobre o assunto, indicando que a ciência é um processo em contínua construção.
• Conhecimento da hierarquia nas relações de inclusão das seguintes categorias taxonômicas: espécie, gênero, família, ordem, classe, filo e reino.
• Conhecimentos sobre as regras básicas da nomenclatura biológica e sua importância para a comunicação científica.
• Compreensão dos princípios básicos da elaboração das árvores filogenéticas e dos cladogramas e reconhecimento de que são formas de representar as relações de parentesco entre os seres vivos.
• Caracterização de cada um dos reinos de seres vivos (Monera, Protoctista, Fungi, Plantae e Animalia) quanto a: tipo de célula (procariótica ou eucariótica); quantidade de células (unicelular ou multicelular); nutrição (autotrófica ou heterotrófica).
• Compreensão dos motivos pelos quais os vírus não são incluídos em nenhum dos reinos de seres vivos (são acelulares).
• Conhecimentos sobre a estrutura geral dos vírus e seus ciclos reprodutivos, com ênfase nos vírus da gripe e da AIDS.
• Relação entre algumas doenças causadas por vírus, formas de disseminação, prevenção e tratamento.
• Valorização dos conhecimentos científicos e técnicos sobre os vírus e reconhecimento de que tais conhecimentos podem contribuir para a manutenção e melhoria da saúde humana.
• Caracterização geral, especialmente quanto à morfologia, nutrição e reprodução, dos seres procarióticos: bactérias e arqueas.
• Discussão da importância das bactérias para a humanidade (bactérias fixadoras de nitrogênio, bactérias decompositoras, bactérias causadoras de doenças etc.).
• Características gerais dos fungos.
• Reconhecimento da importância ecológica e econômica dos fungos (na produção de alimentos, bebidas alcoólicas e medicamentos, na decomposição, como causadores de doenças etc.).
• Noções gerais sobre doenças causadas por fungos e suas formas de disseminação, tratamento e prevenção.

RECURSOS

Sala de vídeo, material impresso, laboratório de ciências, materiais diversos de laboratório (placa de petri, microscópio, lupa, luvas, etc), data show.

SITUAÇÕES DE APRENDIZAGENS

1 – A turma será organizada em grupos de no máximo três alunos, distribuir uma cópia impressa das figuras em anexo para cada grupo. Cada grupo deverá reorganizar as figurinhas formando conjuntos de animais, plantas e/ou objetos de acordo com as características que eles julgarem pertinentes. Em seguida, cada grupo será convidado a apresentar sua atividade justificando o critério de classificação usado por eles na reorganização das figuras. Se os alunos dividirem as figuras somente em vertebrados e invertebrados, por exemplo, serão questionados se os vertebrados podem ser também divididos em outros subgrupos. O objetivo desta atividade é fazer o aluno compreender que os seres vivos estão agrupados, de fato, com algumas características em comum que podem ser observadas a olho nu. Dessa forma, fazendo a intervenção sobre as apresentações dos alunos, serão trabalhados os conceitos de sistemática, o desenvolvimento da classificação biológica, sistemática moderna, contextualizando com a atividade que os alunos realizaram.

2 – Leitura de textos científicos em duplas, sobre a história da classificação dos seres vivos para a montagem de um gráfico e/ou tabela de linha do tempo, com as principais descobertas cientificas sobre a classificação dos seres vivos; identificando conceitos básicos, apontando evidencias e conclusões e, destacando os principais protagonistas (filósofos, naturalistas e cientistas) na construção desse conhecimento (texto em anexo). Após a conclusão e a discussão desta atividade é necessário destacar os princípios básicos da sistemática e principalmente a contribuição de Karl Von Linnée.

3 – Tratar sobre os reinos dos seres vivos destacando suas principais características (texto de apoio em anexo) e o que as difere entre si. A seguir, serão enunciadas algumas questões que os alunos deverão responder de forma individual no caderno, como modo de verificação dos conteúdos trabalhados. A correção será coletiva, e as dúvidas devem ser sanadas no mesmo instante da correção.

1) Com que finalidade se classifica os seres vivos?
2) Considere os seguintes seres vivos: mosca, homem, cavalo, macaco, borboleta e zebra. Adote um critério de classificação e separe-os em grupos.
3) Quais as características que definem um ser vivo como pertencente à mesma espécie do outro?
4) Quais são as regras básicas para nomear os seres vivos, de modo a serem identificados com facilidade no mundo todo?
5) Quais são os cinco reinos da Natureza? Cite um ser de cada reino, como exemplo.
6) Identificar os seguintes animais usando os critérios taxonômicos estudados.








4 – Trabalho de seminário sobre as principais doenças causadas por bactérias fungos e vírus, a seguir como sugestão:








Serão escolhidos alguns destes temas ou outros de acordo ao numero de grupos que se possa formar na sala de aula, os trabalhos devem ser apresentados ao professor com impressão padronizada dentro das normas da ABNT (padrão adaptado em anexo), e apresentados em sala de aula em forma de slides com uso do PowerPoint, transparências ou ainda cartazes ilustrativos (sugestão de slides em anexo). O trabalho deve obedecer e/ou abordar os seguintes tópicos:
• Introdução;
• Agente etiológico;
• Modo de transmissão;
• Sintomatologia;
• Tratamento e prevenção;
• Conclusão.

Algumas aulas serão agendadas na biblioteca ou sala de informática a fim de possibilitar e garantir a pesquisa por parte dos alunos, nestes espaços o trabalho de pesquisa deve obedecer aos itens acima citados como modo de roteiro. O seminário será apresentado ao final da seqüência didática.

5 – Iniciar esta aula questionando aos alunos sobre o que eles já conhecem a respeito da Influenza A H1N1 (gripe suína). O que eles ouviram nos jornais? Como essa doença se apresentou em nosso estado? ou se eles conheceram alguém que fora acometido pelo H1N1? Usando as informações do texto de apoio (em anexo) será feito um panorama da gripe suína no Brasil e no mundo, qual o agente causador dessa doença e por que ela é ou foi tão temida. A seguir se trabalhará a estrutura dos vírus, seu metabolismo, tipos de reprodução e o porquê dos vírus não fazerem parte de nenhum dos reinos dos seres vivos.

6 – O texto em anexo “Super Bactérias” a ser lido com a participação dos alunos tem como objetivo introduzir o assunto do reino monera. Após a leitura ocorrerá um debate a respeito do tema. Os questionamentos a seguir direcionarão o debate entre os alunos.
• O que acham que são bactérias?
• Onde podem ser encontradas?
• Será que só causam mal?
• O que pode ter originado as super bactérias?
• O que são hábitos de higiene?
• Temos hábitos de higiene pessoal para evitar uma infecção bacteriana?
• Os nossos hábitos de higiene nos protegem apenas das bactérias? etc.

Algumas imagens serão usadas para ilustrar os conteúdos sobre a estrutura das bactérias, reprodução, morfologia, importância.

7 – Agora que os alunos possuem um melhor conhecimento sobre as bactérias nada melhor que visualizá-las e compreender que as mesmas podem estar em qualquer lugar. Para isso será realizada a atividade prática descrita em anexo.

8 – Questionamento aos alunos sobre o que são fungos e que idéia eles têm desses seres. São apenas cogumelos? Ou microrganismos que causam algumas doenças na pele? Será que eles conhecem alguns dos papéis que os fungos exercem na natureza e na indústria? Utilize o texto “O maior ser vivo” (em anexo) para abordar as características, diversidade, reprodução e importância dos fungos.

9 – Apresentação do seminário (com prévio agendamento de todos os instrumentos necessários e devidamente testados), o tempo de aula deve ser bem distribuído (dependendo de quantas aulas serão dedicados a este seminário) para facilitar a dinâmica do evento. Quanto ao modo de avaliar, resgatar para o aluno o que já foi acordado em relação à apresentação do seminário.
Cada grupo terá no máximo 15 minutos de apresentação, ao que será somado mais 5 minutos ao final da apresentação para perguntas e dúvidas por parte dos alunos e intervenções do professor. Cada aluno deve fazer, no caderno ou folha destacada, um resumo da apresentação de cada grupo, considerando os seguintes pontos: doença, agente etiológico, modo de transmissão, sintomatologia, tratamento e prevenção. Este resumo deve ser recolhido pelo professor para somar à avaliação individual do aluno e posteriormente devolvido.

AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS

• Observação, registro e análise dos conhecimentos que o aluno já possui sobre a classificação dos seres vivos e de como o este procede enquanto realiza as atividades de estudo.
• Confrontação entre idéias prévias/hipóteses iniciais do aluno com o registro de seus conhecimentos e opiniões ao longo do semestre.
• Registros e relatórios das atividades investigativas elaborados individualmente e em grupo, considerando: adequação conceitual e do uso da linguagem científica, organização das informações.
• Acompanhamento dos trabalhos dos alunos durante as atividades investigativas.
• Esquemas, mapas conceituais e sínteses elaborados a partir das leituras feitas ao longo do semestre.
• Acompanhamento da aprendizagem das diferentes linguagens ou formas de representação trabalhadas em um tema: texto, tabela, quadro, gráfico, esquemas de etapas de transformação, maquete, relato pessoal, relatório ou outra.
• Verificação da aquisição de nomenclatura específica da disciplina no discurso oral e produção escrita dos estudantes.
• Questões objetivas e discursivas, retiradas do ENEM e vestibulares, resolvidas em grupo e/ou individualmente e posteriormente comentadas pelo professor e alunos.
• Questões-problemas que envolvam a transposição de fatos, conceitos e processos para situações reais ou simuladas.
• Situações em que o aluno precise: Identificar, em esquemas e ilustrações, a estrutura de vírus, bactérias e fungos; Identificar, em esquemas e ilustrações, as etapas básicas do processo de reprodução de vírus, bactérias e fungos;
• Reconhecer formas de prevenção de doenças infectoparasitárias mais freqüentes no Brasil.

ANEXOS
 
1 –




















2 –
Textos de apoio

Classificação dos Seres Vivos
A sistemática é a ciência dedicada a inventariar e descrever a biodiversidade e compreender as relações filogenéticas entre os organismos. Inclui a taxonomia (ciência da descoberta, descrição e classificação das espécies e grupo de espécies, com suas normas e princípios) e também a filogenia (relações evolutivas entre os organismos). Em geral, diz-se que compreende a classificação dos diversos organismos vivos. Em biologia, os sistematas são os cientistas que classificam as espécies em outros táxons a fim de definir o modo como eles se relacionam evolutivamente.
O objetivo da classificação dos seres vivos, chamada taxonomia, foi inicialmente o de organizar as plantas e animais conhecidos em categorias que pudessem ser referidas. Posteriormente a classificação passou a respeitar as relações evolutivas entre organismos, organização mais natural do que a baseada apenas em características externas. Para isso se utilizam também características ecológicas, fisiológicas, e todas as outras que estiverem disponíveis para os táxons em questão. É a esse conjunto de investigações a respeito dos táxons que se dá o nome de Sistemática. Nos últimos anos têm sido tentadas classificações baseadas na semelhança entre genomas, com grandes avanços em algumas áreas, especialmente quando se juntam a essas informações aquelas oriundas dos outros campos da Biologia.
A classificação dos seres vivos é parte da sistemática, ciência que estuda as relações entre organismos, e que inclui a coleta, preservação e estudo de espécimes, e a análise dos dados vindos de várias áreas de pesquisa biológica.
O primeiro sistema de classificação foi o de Aristóteles no século IV a.C., que ordenou os animais pelo tipo de reprodução e por terem ou não sangue vermelho. O seu discípulo Teofrasto classificou as plantas por seu uso e forma de cultivo.
Nos séculos XVII e XVIII os botânicos e zoólogos começaram a delinear o atual sistema de categorias, ainda baseados em características anatômicas superficiais. No entanto, como a ancestralidade comum pode ser a causa de tais semelhanças, este sistema demonstrou aproximar-se da natureza, e continua sendo a base da classificação atual. Lineu fez o primeiro trabalho extenso de categorização, em 1758, criando a hierarquia atual.
A partir de Darwin a evolução passou a ser considerada como paradigma central da Biologia, e com isso evidências da paleontologia sobre formas ancestrais, e da embriologia sobre semelhanças nos primeiros estágios de vida. No século XX, a genética e a fisiologia tornaram-se importantes na classificação, como o uso recente da genética molecular na comparação de códigos genéticos. Programas de computador específicos são usados na análise matemática dos dados.
Em fevereiro de 2005 Edward Osborne Wilson, professor aposentado da Universidade de Harvard, onde cunhou o termo biodiversidade e participou da fundação da sociobiologia, ao defender um "projeto genoma" da biodiversidade da Terra, propôs a criação de uma base de dados digital com fotos detalhadas de todas as espécies vivas e a finalização do projeto Árvore da vida. Em contraposição a uma sistemática baseada na biologia celular e molecular, Wilson vê a necessidade da sistemática descritiva para preservar a biodiversidade.
Do ponto de vista econômico, defendem Wilson, Peter Raven e Dan Brooks, a sistemática pode trazer conhecimentos úteis na biotecnologia, e na contenção de doenças emergentes. Mais da metade das espécies do planeta é parasita, e a maioria delas ainda é desconhecida.
A Taxonomia é comparável a um arquivo bem organizado de informações sobre os seres vivos. Imagine que cada documento desse arquivo contenha os dados sobre uma Espécie de organismo. Documentos de Espécies semelhantes poderiam ser reunidos numa mesma pasta, que representaria um Gênero. Na pasta referente ao Gênero Canis, por exemplo, estariam as Espécies C. lúpus, C. familiaris e C. latrans. Pastas de Gêneros semelhantes seriam reunidas em gavetas de um armário; as gavetas corresponderiam às Famílias e cada armário, a uma Ordem. Armários (Ordens) que contivessem Famílias semelhantes seriam reunidos em compartimentos, que representariam Classes. Compartimentos semelhantes poderiam ser reunidos em uma sala, que corresponderia ao Filo.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nomenclatura Científica
Nomenclatura é a atribuição de nomes (nome científico) a organismos e às categorias nas quais são classificados. O nome científico é aceito em todas as línguas, e cada nome aplica-se apenas a uma espécie.
Há duas organizações internacionais que determinam as regras de nomenclatura, uma para zoologia e outra para botânica. Segundo as regras, o primeiro nome publicado (a partir do trabalho de Lineu) é o correto, a menos que a espécie seja reclassificada, por exemplo, em outro gênero. A reclassificação tem ocorrido com certa freqüência desde o século XX. O Código Internacional de Nomenclatura Zoológica preconiza que neste caso mantém-se a referência a quem primeiro descreveu a espécie, com o ano da descrição, entre parênteses, e não inclui o nome de quem reclassificou. Esta norma internacional decorre, entre outras coisas, do fato de ser ainda nova a abordagem genética da taxonomia, sujeita a revisão devido a novas pesquisas científicas, ou simplesmente a definição de novos parâmetros para a delimitação de um táxon, que podem ser morfológicos, ecológicos, comportamentais etc.
O sistema atual identifica cada espécie por dois nomes em latim: o primeiro, em maiúscula, é o gênero, o segundo, em minúscula, é o epíteto específico. Os dois nomes juntos formam o nome da espécie. Os nomes científicos podem vir do nome do cientista que descreveu a espécie, de um nome popular desta, de uma característica que apresente, do lugar onde ocorre, e outros. Por convenção internacional, o nome do gênero e da espécie é impresso em itálico, grifado ou em negrito, o dos outros táxons não. Subespécies têm um nome composto por três palavras.
Ex.: Canis familiares, Canis lupus, Felis catus.
 
Nomenclatura popular
A nomeação dos seres vivos que compõe a biodiversidade constitui uma etapa do trabalho de classificação. Muitos seres são "batizados" pela população com nomes denominados populares ou vulgares, pela comunidade científica. Esses nomes podem designar um conjunto muito amplo de organismos, incluindo, algumas vezes, até grupos não aparentados. O mesmo nome popular pode ser atribuído a diferentes espécies, como neste exemplo:
Duas espécies do gênero ananas são chamadas pelo mesmo nome popular, Abacaxi. Outro exemplo é o crustáceo de praia Emerita brasiliensis, que no Rio de Janeiro é denominado tatuí, e nos estados de São Paulo e Paraná é chamado de tatuíra.
Em contra partida, animais de uma mesma espécie podem receber vários nomes, como ocorre com a onça-pintada (canguçu, onça-canguçu, jaguar-canguçu), cujo nome científico é Panthera onca.
Outro exemplo é a planta Manihot esculenta, cuja raiz é muito apreciada como alimento. Dependendo da região do Brasil, ela é conhecida por vários nomes: aipim, macaxeira ou mandioca.
Considerando os exemplos apresentados, podemos perceber que a nomenclatura popular varia bastante, mesmo num país como o Brasil, em que a população fala um mesmo idioma, excetuando-se os idiomas indígenas. Imagine se considerarmos o mundo todo, com tantos idiomas e dialetos diferentes, a grande quantidade de nomes que um mesmo ser vivo pode receber. Desse modo podemos entender a necessidade de existir uma nomenclatura padrão, adotada internacionalmente, para facilitar a comunicação de diversos profissionais, como os médicos, os zoólogos, os botânicos e todos aqueles que estudam os seres vivos.
 
A Filogênese dos Seres Vivos
Qual foi o ancestral dos répteis (lagartos, cobras) que vivem na Terra atual? Essas e outras perguntas relativas à origem dos grandes grupos de seres vivos eram difíceis de serem respondidas até surgir, em 1959, a Teoria da evolução Biológica por Seleção Natural, proposta por Charles Darwin e Alfred Russel Wallace. Com a compreensão de "como" a evolução biológica ocorre, os biólogos passaram a sugerir hipóteses para explicar a possível relação de parentesco entre os diversos grupos de seres vivos.
Diagramas em forma de árvore - elaborados com dados de anatomia e embriologia comparadas, além de informações derivadas do estudo de fósseis - mostraram a hipotética origem de grupos a partir de supostos ancestrais. Essas supostas "árvores genealógicas" ou "filogenéticas" (do grego, phylon = raça, tribo + génesis = fonte, origem, início) simbolizavam a história evolutiva dos grupos que eram comparados, além de sugerir uma provável época de origem para cada um deles. Como exemplo veja a figura abaixo.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O esquema representa uma provável "história evolutiva" dos vertebrados. Note que estão representados os grupos atuais -no topo do esquema- bem como os prováveis ancestrais. Perceba que o grupo das lampreias (considerados "peixes" sem mandíbula) é bem antigo (mais de 500 milhões de anos). Já cerca de 150 milhões de anos, provavelmente a partir de um grupo de dinossauros ancestrais. Note, ainda, que o parentesco existente entre aves e répteis é maior do que entre mamíferos e répteis, e que os três grupos foram originados de um ancestral comum.
Atualmente com um maior número de informações sobre os grupos taxonômicos passaram-se a utilizar computadores para se gerar as arvores filogenéticas e os cladogramas para estabelecer as inúmeras relações entre os seres vivos.
 
Estabelecendo Filogenias com os Cladogramas
Ao dispor de um grande número de características comparativas, mais confiáveis (anatômicas), embriológicas, funcionais, genéticas, comportamentais etc. os biólogos interessados na classificação dos seres vivos puderam elaborar hipóteses mais consistentes a respeito da evolução dos grandes grupos. Influenciados pelo trabalho de Wili Hennig (cientista alemão, especialista em insetos), passaram a apresentar as características em cladogramas. Neste tipo de diagrama, utiliza-se uma linha, cujo ponto de origem, a raiz, simboliza um provável grupo (ou espécie) ancestral. De cada nó surge um ramo, que conduz a um ou a vários grupos terminais. Com os cladogramas pode-se estabelecer uma comparação entre as características primitivas que existiam em grupos ancestrais e as derivadas, compartilhadas por grupos que os sucederam.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 –
texto de apoio
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 –
Estrutura de trabalho escolar

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(*) - Elementos adicionados de acordo com as necessidades (opcionais). Os demais elementos são obrigatórios.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBS: A Associação Brasileira de Normas Técnicas não determina a disposição destes dados na folha. Esta distribuição deve ser definida pelo professor ou pela Instituição, para uniformização de seus trabalhos acadêmicos.
 
Exemplo de Referências bibliográficas (NBT 6023)

• SOBRENOME DO AUTOR, Nome. Título destacado: subtítulo (se houver) normal. Número da edição (a partir da 2. Ed.). Local de publicação (cidade): Editora, ano de publicação. Total de páginas.
• ALVES, Rubem. Filosofia da ciência: uma introdução ao jogo e suas regras. 18. Ed. São Paulo: Brasiliense, 1993. 211 p.

Artigo de revista (internet)
• SOBRENOME, Nome. Título do artigo. Nome da Revista, cidade, v., n., mês. ano. Disponível em: . Acesso em: dia mês. ano.
• GUIMARÃES, Maria Lúcia dos Santos. Informação e transferência de tecnologia. Informação e Sociedade, v.10, n.2, 2000. Disponível em: . Acesso em: 22 ago. 2000.

Apresentação de slides
Tente usar essas regrinhas abaixo:
 
1. Regra de 3.
Normalmente as pessoas têm facilidade de assimilar até 3 itens de uma lista. Quer ver? "Pai, Filho e Espírito Santo", "Ontem, hoje e amanhã", "Save Our Souls (SOS)", "Pare, Olhe e Escute", "Huguinho, Zezinho e Luizinho", etc.
Por isso, tente apresentar no máximo 3 conceitos em um slide.
Tente fazer listas de no máximo 3 itens, para que sua audiência se lembre deles.
Se houver mais itens, liste somente os essenciais ou divida-os em mais slides.
 
2. 10, 20, 30.
Essa dica do "10, 20, 30" é bem útil para resumir sua palestra e colocar em prática o princípio da "Regra de 3", apresentada acima:
a) Limite sua apresentação em 10 slides de conteúdo (excluindo o slide de boas vindas e o de agradecimento).
b) Ela não deveria demorar mais do que 20 minutos.
c) Use fontes tamanho 30.
 
Aqui, vemos uma dica ajudando a outra. Se você usar a regra de 3, vai apresentar somente os itens realmente importantes. Dessa forma, você vai conseguir limitar em 10 slides, 20 minutos e usar as fontes recomendadas.
 
3. Evite inconvenientes.
Resista à tentação e use apenas as fontes mais comuns em todos os computadores. Dando nome aos bois, use apenas: Times New Roman, Arial, Verdana e Tahoma. Isso mesmo. Sua apresentação não vai ficar pior por causa disso. Ao contrário, você terá a certeza que todos a verão da mesma forma como você elaborou.
Tá, e por que isso? Porque a fonte que você tem instalado em seu computador pode não estar presente no computador de quem vai ver a apresentação. Se você for a um evento, pode ser que você tenha que usar o notebook de lá. Daí, se não tomar esse cuidado, lá se vai todo o trabalho de formatação que você teve!
 
4. Atenção aos detalhes.
Que detalhes? Bem, alguns que a gente nem se dá conta, às vezes.
a) Use somente os 2/3 superiores. Se o local for grande ou o telão não estiver bem posicionado, as pessoas que sentam atrás terão dificuldade de enxergar a parte de baixo dos slides. Por isso, use somente os 2/3 superiores dos slides. Deixe a parte de baixo para informações secundárias: número do slide, data, etc.
b) Cuidado com cores e negrito. Use cores contrastantes. Para não errar nunca, use fundo branco com letras pretas. Só arrisque combinar cores se você conhecer muito bem o local onde fará a apresentação, pois a luminosidade pode alterar as cores projetadas. Evite fundo amarelo com letras brancas!
c) Animações: use com moderação. Use animações para enfatizar o que você quer dizer ou para quebrar a monotonia da apresentação. Use transição de slides para causar um efeito de diferenciação ótica nos ouvintes. Mas cuidado. Sua platéia não está interessada em um show pirotécnico.
 
5. Capture a platéia.
a) Use uma ilustração. Use uma ilustração ou um objeto de foco, para o qual haverá uma puxada no início ou final da palestra. Isso traz a possibilidade de uma aplicação mais prática para o que você está falando. Os ouvintes conseguem materializar seu discurso.
b) Conheça o assunto. Não fale sobre o que você não conhece, ou se você não conhece os slides. Da mesma forma, use os itens da apresentação apenas como guias. De outra forma, você vai ficar lendo os slides e sua platéia fará a leitura mais rapidamente do que você pode falar. Isso tira a atenção deles.
c) Uma imagem vale mais do que 1000 palavras. Isso não é nenhuma novidade. Por isso, sempre que possível demonstre sua fala em gráficos. 83% do que aprendemos é visual. Da mesma forma, use imagens para demonstrar reações ou situações.
 
6. Dicas complementares.
a) Numere os slides. Ficará mais fácil se um ouvinte tiver alguma dúvida sobre o assunto ou pedir para voltar a ele.
b) Sem erros de ortografia. Não erre no Português. NUNCA!
c) Dê uma visão geral no início. É bom saber o que será apresentado. Seu público também gosta disso.
 
5 –
Tire suas dúvidas sobre a gripe suína
 
Origem
Inicialmente designada como gripe suína e em abril de 2009 como gripe A os primeiros casos ocorreram no México em meados do mês de março de 2009, veio a espalhar-se pelo mundo, tendo começado pela América do Norte, atingindo pouco tempo depois a Europa e a Oceania. O Vírus foi identificado como Influenza A subtipo H1N1.
 
Mutação
Mutação é o processo pelo qual um gene sofre uma mudança estrutural. Foi isso que aconteceu no organismo do porco com as três variedades de vírus (tipo A, B e C) originando um novo tipo de vírus. No momento já existem quatro tipos de vírus da Gripe Suína do tipo A (H1N1, H1N2, H3N2 e H3N1). Mas o que está infectando o mundo é somente o H1N1.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Contágio
A gripe causada pelo novo vírus Influenza A/H1N1 (inicialmente chamada de gripe suína) é uma doença transmitida de pessoa a pessoa através de secreções respiratórias, principalmente por meio da tosse ou espirro de pessoas infectadas. A transmissão pode ocorrer quando houver contato próximo (aproximadamente um metro), principalmente em locais fechados, com alguém que apresente sintomas de gripe (febre, tosse, coriza nasal, espirros, dores musculares). Não há registro de transmissão da Influenza A/H1N1 para pessoas por meio da ingestão de carne de porco e produtos derivados. Este novo vírus não resiste a altas temperaturas (70ºC).
 
Focos
Os principais focos da doença, no momento, estão sobre os EUA, Argentina, Brasil e México.
 
Sintomas
• Febre alta de maneira repentina (>38°);
• Falta de apetite;
• Tosse;
• Coriza (é a inflamação da mucosa nasal, acompanhada eventualmente de espirros, secreção e obstrução nasal);
• Dor de cabeça;
• Dores musculares;
• Ardor nos olhos;
• Náuseas;
• Vômito;
• Diarréia.

Medicamentos
As drogas zanamivir (Relanza) e oseltamivir (Tamiflu) mostraram alguma eficácia no combate à doença. Não há vacina eficaz para humanos contra a gripe suína. Estudos divulgados em 30/07 com crianças britânicas, mostraram que mais da metade das que tomaram Tamiflu, sofreram efeitos colaterais, como náusea, dores, insônia e até pesadelos.
 
Orientações
• Higienizar as mãos com frequência, utilizando água e sabão ou soluções alcoólicas, especialmente se tocar a boca e nariz (principalmente após tossir ou espirrar) ou superfícies potencialmente contaminadas.
• Cobrir o rosto (boca e nariz) quando tossir ou espirrar.
• Reduzir o máximo possível o tempo de contato com pessoas potencialmente doentes.
• Reduzir o máximo possível a permanência em ambientes com aglomeração de pessoas.
• Nos ambientes que estiver frequentando, melhorar o fluxo de ar, abrindo as janelas por exemplo.

Se você esteve em área afetada pela gripe suína e apresenta alguns dos sintomas já citados, adotar quarentena domiciliar voluntária e:

• Permaneça em casa durante dez dias, utilizando máscara cirúrgica descartável.
• Não vá ao trabalho ou à escola.
• Meça sua temperatura três vezes ao dia.
• Fique atento para o surgimento de tosse.
• Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
• Evitar tocar olhos, nariz ou boca.
• Cubra o nariz e boca quando tossir ou espirrar.
• Lavar as mãos freqüentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar.
• Manter o ambiente ventilado.
• Evitar contato próximo com pessoas.

Dicas para usar o álcool gel com segurança
• Não usar em grande quantidade ou muitas vezes ao dia para não ressecar a pele. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o equivalente a "um grãozinho de ervilha" para as duas mãos é suficiente. O ideal é aplicar quando as mãos estiverem sujas ou contaminadas - após espirrar ou assoar o nariz, por exemplo.
• É aconselhável trocar o álcool em gel pelo sabonete, de preferência, de glicerina, que agride menos a pele.
• Para evitar que a pele fique ressecada pelo uso do álcool em gel, é aconselhável aplicar creme para mãos de três a quatro vezes por dia. A Sociedade Brasileira de Dermatologia e o Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo dizem que pode ser usado se for álcool puro, sem outros detergentes. A Sociedade Brasileira de Infectologia e a Associação Brasileira da Indústria de Produtos de Limpeza, porém, dizem que o álcool para limpeza deve ser aplicado somente em utensílios e superfícies.
• O álcool gel não pode ser ingerido porque é altamente tóxico. No entanto, não é prejudicial se uma criança, por exemplo, levar a mão à boca após aplicar o produto. O álcool em gel elimina bactérias que estão nas mãos, mas não as protege de novas contaminações.
• O mais indicado é a solução com 70% de álcool e 30% de água, afirmam os médicos. Especialistas afirmam que a solução líquida não deve ser usada para higiene da mão por ser inflamável e ressecar a pele. Não é aconselhável também misturar o álcool líquido com água porque, segundo os especialistas, produtos químicos não podem ter sua composição alterada.

Fonte: Associação Brasileira da Indústria de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla), Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo, Sociedade Brasileira de Dermatologia e Sociedade Brasileira de Infectologia.

Estrutura viral

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 –
MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina)
Exibido em: 20/1/2008
Reportagem: André Tal
Produção: Daniela Traldi e Edson Pedroso
Edição: Raquel Gale e Eduardo Lopes
Imagens: Lawrence Guy
Contribuição: 60 Minutes
 
O MRSA é um tipo de bactéria resistente a alguns tipos de antibióticos. Para entender o MRSA é útil aprender sobre a bactéria Staphylococcus aureus, também conhecida como “staph”, porque o MRSA é um tipo de estafilococo. Os staphs são bactérias comumente transportadas na pele ou no nariz de pessoas saudáveis. Cerca de 25 a 30% da população americana transporta staphs no corpo, em algum momento.
Variante de uma bactéria que pode levar suas vítimas à morte, a MRSA USA 300, preocupa cientistas norte-americanos e alerta para os perigos de uma epidemia. Para os médicos, é ainda mais difícil criar uma vacina, uma vez que esta versão da MRSA criou uma resistência aos medicamentos utilizados. Transmitida pelo contato com a pele ou instrumentos contaminados, a bactéria causa a morte dos tecidos, provoca furúnculos e ataca órgãos vitais.
Na Pensilvânia, região nordeste dos Estados Unidos, uma escola perdeu o campeonato de futebol americano ao ter 13 de seus jogadores internados por infecção pela MRSA. Quando soube que seu colega de time havia sido infectado, Alex Birks redobrou os cuidados higiênicos: tomava vários banhos por dia e nunca deixava suas roupas no armário do vestiário. Mesmo precavido, acabou diagnosticado com a bactéria e afastado da equipe.
Após o incidente com os atletas, todas as escolas da região foram desinfetadas e novas regras de higiene foram impostas entre os colegas de Alex. Os armários não são mais lotados com uniformes ou toalhas sujas, tudo é lavado e esterilizado na lavanderia. Em dia de jogo, alguns times adversários preferem não utilizar as dependências do colégio, enquanto seus torcedores provocam nas arquibancadas, munidos de luvas e máscaras higiênicas.
Ninguém está imune às ameaças, jogadores da liga profissional de futebol americano também ficaram expostos a "super-bactéria". Especialistas explicam que o contágio da MRSA acontece com maior freqüência entre grupos de pessoas que mantém um contato físico, como crianças em creches, detentos em presídios e até bombeiros. Para alguns médicos, os recentes casos não são isolados e a situação já deveria ser tratada como uma epidemia.
Há quatro anos, Nicolas Johnson deslocou o ombro enquanto jogava futebol americano. Menos de 24 horas após ter recebido um antiinflamatório, o garoto deu entrada na emergência, com 40º de febre. Mesmo com os medicamentos receitados, a infecção provocou uma série de inchaços, culminando em uma insuficiência respiratória. Recuperado, o jovem revela que, além das cicatrizes, ficaram seqüelas. Nicolas perdeu a audição do ouvido esquerdo e diz não ter mais a mesma corrida de antes.
O antibiótico que salvou a vida do garoto é a Vancomicina, única substância capaz de deter os avanços da bactéria. Porém, a eficácia é relativa, uma vez que a MRSA pode desenvolver mecanismos de resistência ao medicamento. Atualmente, a super-bactéria é responsável por 40% dos casos de infecção hospitalar nos Estados Unidos e registra mais de 90 mil casos anuais em solo norte-americano.
 
Prevenção do MRSA
A prevenção pode ser a melhor arma na luta contra o MRSA. Com alguns passos bem simples, sua probabilidade de infecção diminuirá bastante. O MRSA associado à comunidade pode ser prevenido no dia-a-dia. O importante é não passar dos limites. Todos os sabonetes e loções antibacterianos que deveriam nos proteger contra germes e insetos, na verdade, ajudaram o MRSA a se tornar essa bactéria tão potente. Lavar as mãos regularmente é a melhor maneira para evitar o contágio e a disseminação do staph, inclusive o MRSA.
• Mantenha as mãos limpas, lavando-as freqüentemente com água morna e sabão ou desinfetante para mãos, especialmente após contato direto com a pele de outra pessoa.
• Mantenha cortes e arranhões limpos e cobertos com curativo até terem cicatrizado.
• Evite o contato com feridas ou curativos de outras pessoas.
• Evite compartilhar objetos pessoais como toalhas, esponjas, escovas de dente e lâminas de barbear. Compartilhar estes objetos pode transmitir o MRSA de uma pessoa para outra.
• Mantenha a sua pele saudável e evite deixá-la seca e quebradiça, especialmente durante o inverno. Uma pele saudável ajuda a manter o staph na camada superficial, evitando causar uma infecção por baixo da pele.
• Se você tiver uma infecção de pele que não melhora, contate um médico.

Também é importante fazer exame, se você suspeita estar com infecção por MRSA. Deter a infecção antes que ela se alastre demais aumenta bastante a sua chance de evitar uma situação em que haja risco de morte.
As infecções contraídas em ambiente hospitalar representam 85% de todos os casos de MRSA [fonte: CDC]. Estima-se que 1,2 milhões de pessoas adquirem infecção por MRSA anualmente durante a hospitalização [fonte: Mayo Clinic]. É uma boa idéia se certificar que as pessoas que estão ajudando você a se recuperar não piorem seu estado de saúde acidentalmente.

Seu profissional de saúde: Os hospitais hospedam pessoas doentes, e os profissionais de saúde podem espalhar facilmente o MRSA através da lavagem de mãos inadequada. Não tenha medo de pedir que seu profissional de saúde lave sempre as mãos antes de tocar em você. Certifique-se que os funcionários utilizem desinfetantes e sabonetes à base de álcool.
Aparelhos de tratamento: Você também pode diminuir a chance de contrair o MRSA verificando se todos os instrumentos utilizados pelo hospital para seus cuidados ou tratamento foram esterilizados. Quando profissionais de saúde utilizarem instrumentos para fazer procedimentos invasivos, tais como diálise, peça a eles que desinfetem a área ao redor do ponto de entrada com álcool.
Um bom banho: Se você estiver de cama, pode solicitar o banho com toalhas descartáveis e desinfetantes, em vez de reusáveis, sabão e água.
 
Esquemas para slides/transparências das bactérias
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 –
Aula prática
 
Materiais necessários:
• Placas de petri (duas por grupo) ou tampas de margarina ou ainda potinhos rasos. Pedir que os alunos o tragam com antecedência para a devida esterilização.
• Filme plástico (apenas um será suficiente para todos os grupos).
• Haste de algodão (cotonete) limpo.
• Para o meio de cultura: 1 sobre de gelatina incolor, 1 xícara de caldo de carne, água.
• Etiquetas para identificação.

Procedimentos:
• O meio de cultura: dissolver a gelatina na água, de acordo com as instruções da embalagem, e misturar ao caldo de carne. Cobrir o fundo das placas de Petri com a mistura e fechar bem com filme plástico ate que a preparação esteja fria.
• Cada grupo de alunos recebe uma haste de algodão, duas placas contendo meio de cultura e escolhe um local onde o algodão será passado. Algumas sugestões: entre os dedos dos pés, dentro de um tênis, no chão, em uma nota de 1 real, entre os dentes. Supervisione essa etapa, pois os cotonetes devem ser usados com cuidado e apenas uma vez, por uma única pessoa!
• O algodão deve ser passado sobre o meio de cultura, com delicadeza. Explique aos alunos que não é necessário que o algodão esteja com aspecto sujo para realizar o experimento. Logo em seguida, a placa de petri deve ser fechada com tampa (ou filme plástico) e a haste de algodão deve ser descartada.
• Cada equipe deve etiquetar a placa, indicando onde foi coletado o material inoculado no meio de cultura. Também devem etiquetar a outra placa de petri (ou pote) que se manteve fechada sem receber material coletado pois servirá como controle.
• Depois de três dias, os resultados devem ser observado e anotados por cada equipe. As equipes devem compartilhar seus resultados com o restante da turma e todos devem discutir o que foi observado. Peça o registro da atividade no caderno e elabore questões de interpretação.

Observação: colônias de bactérias e fungos devem aparecer no meio de cultura que recebeu material coletado com o cotonete. São microorganismos e não podemos vê-los à vista desarmada, mas estão no ambiente e proliferam se as condições são favoráveis (como no caso do meio de cultura). Espera-se que não cresça colônias nas placas de controle, mas se isso acontecer, discuta com os alunos quais seriam as prováveis explicações (provavelmente a placa não foi bem fechada e não impediu a entrada de microorganismos). É importante ressaltar a necessidade de medidas de higiene como uma das conclusões da atividade. Não se pretende assustar o aluno, explique que a pele é uma excelente barreira à entrada de microorganismos no nosso corpo e que a maioria das espécies de bactérias não são prejudiciais ao ser humano sendo que algumas são utilizadas por eles para o próprio benefício e manipulação genética.
 
Análise de dados:
• O que foi observado?
• O local onde a amostra foi coletada apresentava sujidade aparente?
• O que aconteceu com o meio de cultura usado e o controle?
• Qual a explicação para o surgimento desses seres?
• A que conclusões podemos chegar com a experiência?
• Outras que forem relevantes para a construção do relatório.

8 –
O maior ser vivo
Cientistas descobrem em floresta dos Estados Unidos um fungo gigantesco que ocupa área
equivalente a 47 estádios do Maracanã
 
Quando se pensa num ser vivo imenso, daqueles que podem ser comparados a ônibus ou prédios, a primeira imagem que vem à cabeça é a dos extintos dinossauros, com até 50 metros de comprimento. Na semana passada, pesquisadores do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos mostraram que a natureza consegue ser bem mais bizarra e produzir um organismo de dimensões ciclópicas, daquelas que escapam a nosso senso de escalas. Eles encontraram um fungo gigante, uma enorme rede de filamentos enraizada a cerca de 1 metro da superfície, abrangendo uma área superior a 890 hectares. O megafungo da espécie Armillaria ostoyae, típico de regiões temperadas na América do Norte e na Europa, enterrado sob a Floresta Nacional de Malheur, é tão grande que só pode ser dimensionado quando confrontado com cidades inteiras ou construções multiplicadas às dezenas. Nessa escala equivaleria a toda a enseada da Praia de Botafogo, seus arredores e o morro do Pão de Açúcar, ou a 47 estádios do Maracanã colocados lado a lado. Os cientistas ainda não calcularam quanto pesa toda essa estrutura viva. O fungo é um parasita bastante longevo, que busca alimento alojando-se nas raízes das plantas. Às vezes, dá sorte e encontra repasto suficiente para continuar a crescer por milhares de anos, como ocorreu na floresta americana.
Os fungos constituem um reino à parte entre os seres vivos. Podem ser microscópicos, dotados de uma única célula, como as leveduras, usadas na fabricação de fermento e cerveja, ou complexos, como o exemplar Armillaria recém-descoberto. Antes dele, em 1992, uma estrutura semelhante com 600 hectares havia sido localizada no Estado de Washington. Julgava-se ser uma raridade que se desenvolveu em condições muito especiais, por um período estimado entre 400 e 1.000 anos. Desde a semana passada, passou-se a considerar que esses gigantes são muito mais comuns do que se imaginava. O ser da Floresta de Malheur esteve pelo menos 2.400 anos parasitando sucessivamente milhares de árvores de forma simultânea. "Fungos como esse são extremamente versáteis", diz Marina Capelari, pesquisadora da seção de micologia do Instituto de Botânica, em São Paulo. "Eles exploram o meio ambiente e crescem indefinidamente." Mesmo que alguns pedaços do organismo morram isso não compromete o resto da estrutura, que continua viva e em expansão. Acima da superfície o Armillaria ostoyae tem um aspecto bastante diferente. No outono, ele brota em forma de grupos de grandes cogumelos dourados, que podem atingir até 30 centímetros de diâmetro. A cor amarelada deu à espécie o apelido de cogumelo-mel. Por enquanto, os cientistas ainda não sabem se a espécie é comestível, porque, numa das poucas tentativas feitas, o pesquisador que experimentou o cogumelo sofreu uma violenta reação gástrica, mas sobreviveu. Ainda se está por determinar se isso ocorreu devido a algum tipo de veneno ou por erro na preparação do prato. Segundo a pesquisadora Catherine Parks, da equipe que localizou o megafungo, os cogumelos são apenas a ponta de um iceberg, insuficientes para dimensionar o que existe por baixo da terra e o impacto que o organismo causa na floresta. Para descobrir que estavam lidando com um único ser, os técnicos mapearam toda a região na qual suspeitavam haver trechos do fungo e analisaram amostras de vários pontos. Pelos resultados, viram que os filamentos possuíam a mesma composição molecular e só podiam ter uma mesma origem.
O processo alimentar do Armillaria é igualmente peculiar. O fungo secreta enzimas capazes de quebrar os componentes químicos da madeira em moléculas menores e, depois, sorve o que lhe interessa. Todo o alimento é extraído das árvores, primeiro das raízes e depois do caule. O roubo de nutrientes é tão intenso que a árvore morre. Ao atingir o caule, o megafungo se manifesta sob nova forma, agora uma cobertura esbranquiçada e viscosa, parecida com uma camada de cola. Árvores de grande porte podem sobreviver por muitos anos ao ataque do fungo, mas perdem vigor e têm o crescimento bastante afetado. Um observador atento consegue identificar uma árvore atacada por esse pesadelo subterrâneo: as raízes enfraquecem, as folhas descolorem e caem, a madeira está sempre umedecida. Nem por isso o megafungo é um vilão. Os cientistas o consideram um elo essencial no ecossistema das florestas. A ele cabe o papel de lixeiro, limpando áreas para que novas árvores possam nascer. Mesmo assim, é um consolo saber que um ser desses jamais conseguiria sobreviver numa cidade.
Revista Veja: 16 de agosto de 2000.

Esquemas para slides/transparências


































REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 
LAURENCE.J. Biologia. Volume Único-Ensino Médio. Editora Nova Geração. São Paulo. 2006.
 
AMABIS, J. M.; MARTHO, G. R. Biologia – Volume 3.Editora Moderna.São Paulo:2004
 
BOSCHILIA, C. Mini manual compacto de Biologia. Editora Rideel. São Paulo: 2003
 
SANTOS, C.H.V; BAGANHA, D. E. et al. Biologia. Curitiba: SEED-PR. p. 272
 
SUA PESQUISA. Bactérias. Disponível em: . Acesso em 20 fev. 2010.
 
JOSH CLARK. Como tudo funciona. Como funciona o MRSA. Saúde UOL. Disponível em: . Acesso em 20 fev. 2010.
 
ANDRE TAL. Domingo Espetacular. MRSA. Rede Record. Disponível em: . Acesso em 20 fev. 2010.
 
SERES VIVOS. Classificação dos seres vivos. Só biologia. Disponível em: . Acesso em 20 fev. 2010.
 
BIA BARBOSA. Geral biologia. O maior ser vivo. Vela on-line. Disponível em: . Acesso em 20 fev. 2010.
 
PEDAGOGIA EM FOCO. Estrutura de apresentação do trabalho. Disponível em: . Acesso em 20 fev. 2010.
 
OUTRO LADO. Dicas para elaborar apresentação de slides. Disponível em: . Acesso em 20 fev. 2010.
 
ESPECIAIS. Vírus H1N1. G1. Disponível em: . Acesso em 20 fev. 2010.
 
MARIANA OLIVEIRA. Nova gripe. Uso do álcool em gel nas mãos para evitar a nova gripe requer cuidados. G1. Disponível em: < http://g1.globo.com/Noticias/Brasil.html>. Acesso em 20 fev. 2010.

3 comentários:

  1. Prezado professor,visitando o blog do professor Ivinilson,encontrei o teu e resolvi dar uma olhada.Gostei muito,pois é uma fonte muito interessante para pesquisas e muito precisas.Te convido a visitares o meu e deixar um comentário.Os meus textos são mais de assuntos gerais.Espero que goste e me siga.

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  2. Olá prof. Victor.
    Estou procurando mapas conceituais no google e achei seu Blog. Muito interessante e você tem a referência que estou procurando. Amabis e Martho. Será que não teria o mapa conceitual sobre células? Preciso muito... Caso tenha pode enviar para meu e-mail? raildassales@gmail.com. Agradeço imensamente...

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  3. Boa noite professor Victor, recebi os mapas conceituais que me enviastes. Já agradeci pelo e-mail, mas quero registrar aqui sua cortesia ao me dar rapidamente uma resposta. Agradeço imensamente! E virei sempre ao seu Blog atrás de novidades.
    Obrigada pela atenção!

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