11 de jun. de 2015

Classificação dos seres vivos - Com uso dos níveis de letramento do PISA

Biologia 2º Ano
Carga horária prevista: 6h


Objetivo


Utilizar critérios científicos para realizar classificações de seres vivos e compreender que a Sistemática, cujos resultados se expressam pela Taxonomia, organiza a diversidade dos seres vivos e facilita seu estudo, revelando padrões de semelhança que evidenciam as relações de parentesco evolutivo entre diferentes grupos de organismos.


Conteúdos
  • Apresentação, de forma organizada, do conhecimento biológico aprendido, através de textos, desenhos, esquemas, gráficos, tabelas, maquetes, etc
  • Conhecimentos sobre os princípios básicos da Sistemática e da Taxonomia.
  • Conceitos de biodiversidade, árvore filogenética e cladograma.
  • Caracterização dos grandes reinos de seres vivos.
  • Reconhecimento de que a falta de consenso entre os cientistas quanto à classificação biológica revela tanto as dificuldades quanto a variedade de pontos de vista sobre o assunto, indicando que a ciência é um processo em contínua construção.
  • Conhecimento da hierarquia nas relações de inclusão das seguintes categorias taxonômicas: espécie, gênero, família, ordem, classe, filo e reino.
  • Conhecimentos sobre as regras básicas da nomenclatura biológica e sua importância para a comunicação científica.
  • Seminário: Apresentação, de forma organizada, do conhecimento biológico aprendido, através de textos, desenhos, esquemas, gráficos, tabelas, maquetes, etc.


Propostas de atividades

Situação I

[Nível 1]

Organizar a turma em grupos de no máximo quatro alunos, distribuir uma cópia impressa das figuras em anexo por grupo. Cada grupo deve organizar as figurinhas formando conjuntos de animais e plantas de acordo com as características que eles julgarem pertinentes. Quando terminado, sem ainda fazer correções conceituais quanto à organização desses seres, o professor deve evidenciar na atividade dos alunos a necessidade natural em adotar critérios específicos para organizar os grupos de seres, alguns mais simples, outros mais complexos.

[Nível 2]
A seguir os alunos serão convidados a organizar o grupo ou grupos de seres que formaram, dentro de um esquema hierárquico, em que possa ser visível a organização de seres do mais simples ao mais complexo. O modelo de esquema hierárquico deve ficar a critério do grupo de alunos. Em seguida, cada grupo socializará sua atividade justificando o critério de classificação usado por eles na organização das figuras.

Situação II

[Nível 3]
Com esta atividade, o aluno é conduzido a compreender que os seres vivos estão agrupados, de fato, com algumas características em comum que podem ser observadas a olho nu. Dessa forma, fazendo a intervenção sobre as apresentações dos alunos, serão trabalhados os conceitos de sistemática, o desenvolvimento da classificação biológica, sistemática moderna, contextualizando com a atividade que os alunos realizaram.
Dessa maneira o aluno percebe, através da atividade, a necessidade de uma sistemática universal. Se os alunos dividiram as figuras somente em vertebrados e invertebrados, por exemplo, serão questionados se os vertebrados podem ser também divididos em outros subgrupos. E de acordo aos conceitos trabalhados, os alunos devem reorganizar os grupos considerando as características taxonômicas dos seres e montar um esquema hierárquico dos mesmos. Dessa forma o aluno entende a aplicação do conceito no momento de refazer a tarefa e fixa os conceitos trabalhados com a mesma atividade

Situação III

[Nível 4]
Antecipadamente o professor deverá passar um glossário com possíveis palavras (asas vestigiais, asas córneas, asas coriáceas, asas membranosas, claviforme, peças bucais sugadoras, peças bucais sugadoras, abdome com cercos, élitros curtos, tarso, entre outros) que os alunos não conheçam, para que o mesmo possa interagir adequadamente na atividade a seguir:
Com a turma dividida em grupos, o professor entregará uma imagem de um inseto e uma chave de classificação (em anexo). O grupo de alunos será desafiado a identificar o inseto dentro das categorias taxonômicas. Os alunos, após a identificação, irão socializar a identificação que fizeram. Logo a seguir o professor deve ressaltar a importância de haver uma classificação universal que permita identificar da mesma forma um organismo em qualquer lugar do mundo. A partir dessa atividade o professor pode questionar a turma sobre a importância desse estudo para o agronegócio, por exemplo: como os insetos afetam a agricultura e a economia do país?

Situação IV

[Nível 5 e 6]
A turma será reorganizada em cinco grupos, cada grupo receberá um tema de pesquisa a seguir: lagarta da espiga de milho, mosca branca, traça do tomateiro, pulgão do algodoeiro e percevejo da soja.
Esses temas serão pautados nos seguintes tópicos: nome científico da praga, tipo de lavoura atacada, principais sintomas, prejuízos causados, formas de controle e seus impactos, importância social e econômico e considerações finais (apontar sugestões para um controle ecologicamente correto). O professor deverá agendar previamente a data para apresentação do seminário considerando o tempo de estudo, pesquisa e preparação do trabalho em slides ou cartazes. Da mesma forma deve agendar todo material de suporte necessário como data show, sala de informática, entre outros.


Formas de avaliação

  • Observação, registro e análise:
Dos conhecimentos que o aluno já possui sobre a classificação dos seres vivos;
De como o aluno procede enquanto realiza as atividades de estudo.
  • Confrontação entre ideias prévias/hipóteses iniciais do aluno com o registro de seus conhecimentos e opiniões ao longo do semestre.
  • Registros e relatórios das atividades investigativas elaborados individualmente e em grupo, considerando: adequação conceitual e do uso da linguagem científica, organização das informações.
  • Acompanhamento dos trabalhos dos alunos durante as atividades investigativas.
  • Esquemas, mapas conceituais e sínteses elaboradas a partir das leituras feitas ao longo do semestre.
  • Avaliação da participação e disposição do aluno nas diferentes atividades realizadas.
  • Acompanhamento da aprendizagem das diferentes linguagens ou formas de representação trabalhadas em um tema: texto, tabela, quadro, gráfico, esquemas de etapas de transformação, maquete, relato pessoal, relatório ou outra.
  • Verificação da aquisição de nomenclatura específica da disciplina no discurso oral e produção escrita dos estudantes.


Anexos

Situação 1





Situação 3



 Situação 3


21 de out. de 2013

Síntese de Proteínas

1º Ano EM
Carga horáia: 3h

Objetivo 

Interpretar e utilizar modelos para explicar determinados processos biológicos, como a organização do código genético, a duplicação do DNA, a transcrição do RNA e a síntese de proteínas.

Conteúdos

Conhecimentos sobre o código genético e fabricação de proteínas.

Compreensão do papel de cada um dos principais tipos de RNA (RNA mensageiro, RNA transportador e RNA ribossômico) no processo de síntese de proteínas.

Utilização de uma tabela de código genético para prever, a partir da sequência de base de um DNA ou de um RNA, a composição de aminoácidos no polipeptídio produzido. 

Proposta de Atividades 


Situação 1: 

Fazer alguns questionamentos para os alunos ao apresentar a imagem do slide 1 (em anexo):
  • Pelas imagens presentes é possível identificar o tema que será tratado?
  • Qual a relação das proteínas com as imagens?
Em seguida apresentar aos alunos um texto (slide 2) retirado da internet sobre suplementos alimentares. Uma pequena discussão será estabelecida com a turma sem perder de vista alguns conceitos presentes no texto como aminoácidos, proteínas e IMC, por exemplo. Os questionamentos a seguir ajudam o aluno a interagir com o texto e a discussão. Também tem a finalidade de nortear o debate, evitando sair do tema em questão. 

  • O que são suplementos alimentares? 
  • Conhecem algum produto comercial?Alguém já tomou?
  • Com que finalidade?
  • É necessária orientação médica e/ou nutricional? 
  • Suplementos alimentares é a mesma coisa que anabolizantes? 
  • Quais os aminoácidos mais explorados pelo mercado de suplementos alimentares?
  • Como esses aminoácidos se reorganizam no organismo de modo a constituir proteínas?

Situação 2: 

Distribuir os alunos em grupos de 11 pessoas, cada grupo deverá construir sua maquete de síntese de proteínas a partir de um modelo guia (em anexo). Os materiais requeridos para a construção da maquete foram solicitados com antecedência para esta aula. Com o auxilio do professor e do livro didático, os alunos devem reconhecer o RNAm, RNAt, RNAr e suas funções na síntese de proteínas. Assim como devem usar a tabela de aminoácidos (presente no livro didático) para compor uma cadeia polipeptídica.

 

Situação 3:

Os grupos deverão apresentar seu modelo e simular como ocorre a síntese de proteínas.  Após a apresentação de cada grupo será feita intervenções para sanar possíveis equívocos e reafirmar alguns conceitos usados durante na aula.

 

Formas de Avaliação

Observação, registro e análise:
  • Dos conhecimentos que o aluno já possui sobre os temas e conceitos que serão estudados;
  • Dos procedimentos do aluno enquanto realiza as atividades de estudo.

Atividade de reconhecimento, em representações (modelos, desenhos) dos diferentes tipos de RNAs e da síntese de proteínas.

Atividade de utilização de tabela de código genético para prever, a partir da sequência de base de um DNA ou de um RNA, a composição de aminoácidos no polipeptídio produzidos.

Verificação da aquisição de nomenclatura específica da dísciplina no discurso oral e produção dos estudantes.

Referencias

MUSCULAÇÃO E AMINOÁCIDOS INDUSTRIALIZADOS. Disponível em: Acessado em: 03. Set 2013.


Anexo1


Slide1













Slide2
















Anexo2

Maquete para construir a Síntese de Proteínas

Fig1









Fig2













Materiais:


1 Prancha de isopor;
1 Estilete para recortar isopor;
4 Pinceis de cores diferentes;
1 Régua de 50 cm.
1 Mesa 
2 Cadeiras

Montagem: 


Desenhar na na prancha de isopor o modelo da fig. 1 acima, adequando suas proporções para evitar o desperdício de material, recortar nas linhas indicadas.
Considerar que o recorte do encaixe é livre, basta apenas definir como será o encaixe entre as bases nitrogenadas, as demais trincas devem obedecer ao mesmo padrão, de preferência opte por linhas retas para facilitar o corte do isopor.
Lembre-se que toda proteína começa com o aminoácido Metionina, portanto, sua cadeia de RNAm deve começar pelo códon com as bases nitrogenadas correspondentes a esse aminoácido. O códon final do RNAm corresponde a uma trinca “Stop” que sinaliza o final da síntese de proteína, essa trinca não codifica nenhum aminoácido. 
Use a Tabela do código genético para identificar os aminoácidos que farão parte de sua cadeia polipeptídica. 
Um conjunto de alunos (seis pessoas) deve ficar com as trincas que formam os códons do RNAm, organize-os lado a lado (de mãos dadas se possível) na sequência que preferir, lembrando-se do primeiro e do ultimo códon da cadeia.
Os demais alunos (cinco pessoas) ficarão com os anticódos do RNAt e seus respectivos aminoácidos, estes alunos devem ficar livres.
Use a mesa e duas cadeiras da sala de aula fig 2, para representar o ribossomo e identifique o sítio A e o sítio P.
Pronto, com as orientações do professor e da leitura de síntese protéica, organize da melhor forma para a representação do processo de síntese de proteínas.